Reflexão da Semana
03/05/2020 21:12 em Novidades

Reflexão desta semana para os grupos familiares.

 

 

Novas Soluções Para os Novos Desafios da Igreja

 

 

 

Introdução

Os donos do mundo estão querendo acabar com  a igreja como a conhecemos e transformá-la em uma mera organização religiosa nominal sem vida, sem o brilho do Espírito Santo. Pouco a pouco os discípulos não congregados tornam-se espiritualmente fracos e sem poder de resistência ao inimigo de nossas almas.

As trevas estão avançando; a iniquidade está se multiplicando assustadoramente e um grande número de cristãos já não tem mais azeite em suas lâmpadas. O distanciamento social, a falta de comunhão fraternal, a ausência da adoração congregacional tem contribuído para o  enfraquecimento da igreja.

 

 

O Que Fazer?

Não há como avançar com o rebanho espalhado e fraco; não há como avançar olhando somente para o caminho percorrido.

Seguir com a Igreja neste pós-confinamento exige muito  Discernimento e Sabedoria; seguir com a igreja neste tempo exige muito poder do Alto.

Uma nova realidade exige uma nova maneira de trabalhar; para um novo desafio, uma nova estratégia de ação. Temos novos desafios que exigem novas respostas e novas respostas exigem novos preparos. Não podemos vencer os novos desafios com as mesmas estratégias dos anos anteriores. Para haver um ministério vitorioso é necessário que todos  consigam ter a direção do Alto, revelada  de forma geral nas Sagradas Escrituras e de forma específica, pelo Espírito Santo.

Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. Mateus 9.17

 

Não adianta ser precipitado e querer acelerar as coisas devido à cobrança externa ou porque todos estão fazendo “assim e assim”. Não seja reativo. O líder cristão é alguém muito especial e diferente da maioria; diante da percepção do estímulo do meio,  ele não é precipitado, primeiro ora, analisa a melhor solução diante de Deus antes de dar uma resposta. O líder age de acordo com a revelação de Cristo  e não com o interesse da fonte do estímulo. Exemplo: Jesus Mt 22:21 – “A César o que é de César”.

 

Andai em sabedoria para com os que estão de fora, aproveitando bem cada oportunidade. Cl 4:5

 

 

I-Indicadores de Discernimento

Neste tempo de crise não haverá igreja bem sucedida sem discernimento espiritual. E sobre esse assunto há pelo menos três atitudes que são fundamentais para se discernir o mundo espiritual e alcançar benefícios na retomada da igreja quanto ao futuro:

 

(1) Perceber os estímulos do meio;

(2) Analisar os componentes desses estímulos;

(3) Organizar a melhor resposta.

 

1.1-Percepção Sem Distorções

O líder precisa ter a visão certa para seguir na direção certaPara que isso aconteça é necessário que ele desenvolva um hábito de oração até que seja capaz de compreender os novos desafios e seja capaz de promover as respostas certas para conduzir as ovelhas para o centro da vontade de Deus. A percepção está diretamente relacionada com uma visão além.

 

A visão além compreende:

1)     Visão de perto – entender a realidade, sem acréscimos e sem decréscimos.

2)     Visão de longe – ver as possibilidades de acertos e de perigos em longo prazo.

3)     Visão do alto – compreender tudo na perspectiva de Deus; discernir a revelação divina.

 

Como o líder consegue ter uma percepção plena dos fatos, dos fenômenos e das mudanças processadas em nosso tempo? 

Entendemos que há três meios principais:

 

1-Revelação esporádica do Espírito Santo - o primeiro item tem referência direta com a graça de Deus, em tempos específicos, sobre a vida do líder.

2-Dom específico - o segundo item está diretamente relacionado com o dom do Espírito: revelação e profecia;

3-Treinamento -  o terceiro item é um atributo mais humano do que divino: o treinamento de nossas faculdades físicas, anímicas e espirituais, desenvolvidos em oração e intimidade com Deus.

 

Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. João 4.35

 

Sobriedade e vigilância são aspectos fundamentais para uma boa percepção. Viver com consciência ativa, sempre atento e alerta para as mudanças que acontecem no mundo e na sociedade. É fundamental que o líder seja um observador de Deus em uma torre de vigia. (1 Pe 5:8 – 1 Ts 5:6).

 

Acontece que, em alguns casos, a percepção do líder não será suficiente para uma análise plena da situação. Nestas ocasiões os dons pilares (apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre) formam uma equipe de cooperação, criando benefícios enormes para o Reino. O profeta, capacitado com a visão direcional de Deus, poderá ajudar o líder a perceber, sem distorções, os estímulos do meio.  É preciso ter a visão certa, a percepção dos estímulos de nossa geração, sem erros.

 

Deus desvenda os seus segredos aos profetas. Mais do que isso, a Bíblia afirma que Deus antes de agir, revela seu plano de ação aos profetas. As profecias registradas na Bíblia Sagrada exemplificam de modo claro o que estamos afirmando. Vejamos um exemplo. No Livro do Gênesis (Gn 18-19) quando Deus planejou destruir Sodoma e Gomorra, Ele foi até Abraão e relatou o fato. Isto nos serve de lição. Sejamos sábios, os profetas existem para trazer a Palavra de Deus, a vontade, os planos e propósitos de Deus para nós.

 

1.2- Análise

A visão certa deve ser seguida por uma análise aprofundada da situação. Diante da visão dos novos estímulos, surgem perguntas: “De que maneira o novo afeta a igreja?. Que tipo de resposta eu tenho que dar à igreja para que ela seja bem sucedida em sua nova jornada?”.

 

Como o líder consegue ter uma Interpretação adequada da influência dos fatos e das mudanças deste tempo  sobre a sua vida e sobre as demais pessoas? Os recursos para uma avaliação correta vêm da (1)revelação esporádica do Espírito Santo, (2)de um dom espiritual (discernimento, profecia) e (3)do treinamento de nossas faculdades espirituais.

 

Sabemos, pela leitura bíblica, que no começo da igreja, os anciãos que cuidavam das congregações eram homens mais maduros na fé e na experiência de vida.   Aqui há um ponto de intercessão do líder com o mestre. Certamente que haverá ocasiões em que os recursos do líder não serão suficientes para uma análise mais acurada da situação. Caberá ao Mestre interpretar, em termos didáticos e práticos, a visão do profeta. Quando o profeta vem primeiro é o mestre que ensina em detalhes aquilo que foi profetizado; quando o mestre vem primeiro é o profeta que põe vida espiritual naquilo que foi ensinado.

 

A presença de mestres e de profetas não isenta o líder de buscar a sabedoria de Deus. Há dois poderosos recursos de sabedoria para os líderes:

1)     A meditação nas Escrituras – organiza os pensamentos e traz a mente de Cristo até o líder;

2)     A Oração – O que se une ao Senhor torna-se um espírito com Ele. O líder deve pedir sabedoria a Deus – Tg 1:5; I Co 6:17.

 

Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. Tiago 1.5

 

3.1- Resposta Certa

Se o líder conseguiu perceber a situação com a visão além; se o líder já conseguiu analisar corretamente a situação, o que fazer agora? Ele precisa apresentar respostas, soluções! Que solução deve apresentar?  Mais uma vez os recursos disponíveis para  adquirirmos as respostas certas estão nas (1)revelações esporádicas do Espírito Santo, (2)nos dons espirituais e (3)no treinamento pessoal. Aqui temos um novo ponto de intercessão, o do líder com o pastor e o apóstolo. Há respostas que são estruturais e outras que são pessoais.

 

O apóstolo é aquele que lança os fundamentos de uma igreja. Em cada igreja, o apóstolo estabelecia presbíteros para o governo da mesma.  Quando o apóstolo partia para outros campos, os presbíteros/pastores davam prosseguimento aos trabalhos de edificação da igreja local. “Alguns presbíteros tinham o dom de ‘pastor”. O Pastor é aquele voltado para o cuidado das pessoas; sensível às necessidades de cada membro do rebanho de Deus. O pastor é alguém que se interessa sinceramente em conhecer os problemas das pessoas para poder ser mais útil em sua ajuda. Que tipo de resposta o líder precisa? Estrutural ou pessoal? Seja qual for o caso, o líder não está isento de saber dar respostas certas.

 

Cooperação Mútua

 

“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do  Corpo de Cristo.” Ef 4:11.

 

Acreditamos que a nossa exposição até aqui deixou claro que o líder sozinho, não apresenta todo o potencial necessário para discernir os grandes desafios dos novos tempos e apresentar as respostas certas para a retomada da igreja. Por maior que seja o preparo do líder, as dificuldades dos dias pós-modernos exigem  um esforço adicional. Deus, na sua infinita sabedoria e graça, providenciou os recursos certos para os desafios da liderança diante de todas as gerações e de todas as épocas.

 

Os cinco nomes apresentados em Efésios 4:11 são chamados de dons pilares, fundamentos da Igreja. As pessoas e os dons se associam de tal forma que se confundem. Quem tem o dom de cura divina, por exemplo,  não é chamado de curador, mas quem tem o dom de apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre é chamado pelo o mesmo nome do dom recebido.

 

Jesus não somente forneceu as ferramentas e os equipamentos de trabalho para a gloriosa missão da igreja nesta terra, mas capacitou homens com dons fundamentais, capazes de realizar o aperfeiçoamento de todos os santos, a fim de que sejam dinâmicos e produtivos em seus respectivos ministérios.

 

Para a igreja seguir na direção certa e apresentaras respostas certas para os novos desafios é necessária a mútua cooperação ministerial: profetas, apóstolos, pastores, evangelistas e mestres podem contribuir com o líder em uma estratégia poderosa de avanço da igreja.                     

 

Nenhum líder ministerial foi chamado para trabalhar de forma autônoma ou independente. Todos nós fazemos parte de um Corpo e a justa cooperação ministerial é que permite o nosso sucesso  em qualquer lugar ou época.

 

Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres têm ministérios específicos, mas  quando se trata da missão da igreja, todos eles apresentam muita coisa em comum:

·      O mesmo propósito: A evangelização mundial;

·      A mesma linguagem: A do Evangelho;

·      Um mesmo plano: Pregar a toda criatura;

·      Um mesmo Manual de orientação: A Bíblia;

·      Uma só motivação: O amor;

·      Um mesmo dever: A obediência;

·      Um mesmo exército: A Igreja;

·      Uma só unidade: A do Espírito

·      Um só Líder e Senhor: Jesus Cristo.

 

Conclusão

Quando estamos unidos em um só coração e propósito, o Senhor Jesus se move com grande poder em nosso benefício e as coisas prosperam. Somos supridos, fortalecidos e o nosso trabalho é frutificado.

 

Os ministérios se complementam e se completam. Líderes trabalham individualmente e em cooperação recíproca no sentido de salvar vidas e de preservá-las de forma saudável. Por isso os dons pilares funcionam como fundamentos essenciais de mútua cooperação e de sustentação de toda a igreja. Todos nós, ainda que líderes, temos algo para dar e algo para receber.

 

Pense nisso!

 

 

 

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